Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Degustar suavemente (Trincai devagar)

Queima-me as peles
Vê-me gemer agitado
De todo este ciclo quebrado
As cinzas são-te confiadas

Lobo mau vinde soprar a minha casa
Hoje ou amanhã mas vinde de meu encontro
Do suor que a medo mo provocas
Activa toda a selvajaria e a excitação cresce
Pânico caótico porque tudo virou exótico

Ceguei pois é certo que me devoraste os olhos
A questão não desaparece...soube bem?
Do sabor da minha carne a inflexão de mais ínfimo prazer

Tentas um homem que não se glorifica na dor
Nem mesmo para o Diabo enxotar...

Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

Goodbye

Inspired in Wonderwall by Oasis and dedicated to my mother.

Whenever your life was out
My feelings did not change
Instead grew strange
Blinded by the shock, wonderland crumbled
But wait just maybe...
Maybe theres still hope for us
Everyday I will step on further
More then honour your memory
I will live it
Reach everything I wanted to show
Rebuild my wonderland
Tiresome sacrifice shall be no more
YES Im the only one that feels like me
Even now I haven't forgot those many things,
Things I would like to say to you but I dont know how...
You were the one that saved me...for that
And many more...your my Wonderwall
Num rochedo familiar morre-se lentamente
A minha sonolência evidencia-se
O desespero toma formas múltiplas
Sonetos ecoam na alma
Ressonâncias de desespero
Junta-te a mim desilusão
Funde-te comigo fracasso e solidão
Consome-me...consome-me senão viverei demais
Pois desta personalidade deformada
Quedaram as experiências
Trágicas vivências bifurcadas, em nada encenadas
De todo conformadas com local e datas...
Das quais esquecer faz parte do panorama,
face ao mais elaborado esquema assim morrer

Sábado, 7 de Janeiro de 2012

Incendeio-me às carências e cedências
Nessas evidências de monstruosidades
Repletas de eloquências e parecenças
Ardente nesse acto delinquente
Que se ilumina dentre as chamas da velha guarda
Glória dos últimos fogos, o folgo resgatado pelo beijo da morte
Expirado o encanto, que arde até à mancha entre cinzas
Formalizando uma só constatação

Terça-feira, 11 de Outubro de 2011

Esta fantástica anedota

Plágio é a raiz de todo o contágio
Se querem perceber o raio da hipotenusa
Têm de encontrar a musa que vos inspire
Nunca reger-se por tortas leis postas de batota
Que descuram até o espantalho na horta
Facilidades desinteressam até os louva-deuses
Tanto faz que representem grandes silhuetas
As vossas sombra ainda sufocam de tanto reluzir

Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011

Monstruosidade

Montado pela lentidão
Sinto-me perturbado
Agitado, violado, violentado olhos adentro
Sinto que todo ele é rebento
Inocente e pequena cria minha filha
Dei à luz todo o ódio em mim
Que fazer desta besta descomunal?
Assassinar quem me pertence
Por legítima ligação?
Esta aberração é de meu sangue!
Apelidar de monstro o derradeiro
É ser-lhe condescendente para com
O maior dos insultos!
Uma fatal falta de respeito que pela a língua
Caí em impressão que falávamos de algo
Agora sinto que alguém se iludiu

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

Palminhas de satisfação

É com caras que lidamos
Lê-las qual livro
Pena a inculta atravessada
Que remete para o historicismo
Vejo-te nas olheiras traçadas
O desespero e a esperança de caras voltadas
Indignas de confronto próprio recorrem a facilidades
Vacilantes metem-me dó
Não sei donde vem o ruído
Mas não esqueço a tez da minha pele
As marcas nela traçadas a ferros
Quebrar ofícios cómicos
Berrar em amuo
Porque no papel não ensurdece