sábado, 19 de abril de 2014

Vinha a meditar com os meus irmaos do meu ser
Sobre a morte futura, a tristeza de todas as coisas
Assim assim, a disposicao de outro qualquer dia
E do outro rascunho de um passaro enjaulado
A quem lhe era dada paulada por praticamente nada
A nao ser o silencio, esse nao era tolerado

Vi passar uma mula
Pior, cansei de pasmar e paralizei
Uma ofensa a quem se arrastava paralitica
A puta da casmurra em sangue
Num persistente e devote grunhido suprimido
Deixada ao seu destino, as pernas a ceder
As marcas, as provas, as deixas da tragedia por reconhecer

Mudou-me ver tamanha oudacia? Decerto
Ofendi e fui francamente traumatizado
Uma vergonha imoral para ambos
Quis mandar-me para o chao, chorar, gritar
Foder a torto e a direito, reencarnar e morrer tudo junto
Quebrar a ordem caotica do cenario diario
Quebrar simplesmente, cair por terra
Largar o totem, desistir. E fi-lo. Levei um coice..
If you knew I was dying would it change you?
What about now?
I can barely breathe.
…
Do tamanho duma pulga
De estimacao, sem fuga
Estranha-se a convulsao


R:"I am writing to you on this tear soaked paper, on a fairly old fashion letter, seeking closure. I confine alongside this letter my jornal and the video collection which I gathered on this two years of research. The full spec of the latter is on it's entire measure contained within my mind but for the results none matters less that to prevent more corruption. One could wish you not to think less then me were you to choose deliver the materiel to it's original purpose or a vicious sneak peak before erasing the data but regardless I express my feelings towards a most loyal friend and companion on struggling years as a young student. Cheers? Oh there is no joy in the walking dead. The screaming again, the tender headache.."
More alike blood, dry and filthy bounding with the ink. Misguided one might whisper were they to dare! And who would dare, ignorant and blissful as I once were. Pff a letter.. a long streetch, a mile long and selfish! Oh..but I surely cannot, what to do what to do.
I too must now search a meaning, an explanation! Is this sweat? Oh my, has my heart decided to race my breath pace? This sweaty hands, this very hands can barely contain the wonders yet to unfold. To question change, the brutal odd book, guilt, that has invaded me. It is strange and that, as if I were yet to become aware, hadn't been able to grasp beyond the common sense, grounds of reality, basic bases of walking arousal eh, eh? Mine, they could had been mine.
How long had it been. Firstoff, how should one account one on this matter..on a dry and cold process of calculation towards worth, reationships, further and beyond, it were always the little things eh, eh? Am I by chance over thinking it? Could this be an overreaction, some sort of contained panic attack? Rose... certainly that name revived all sorts of feelings, the old flame, she did tear me up by that wonderful sole gesture of existance eh, eh, eh. How naive, or selfish of me though, right? Surely it was my lack of interaction that provided what I now foresee as my own demise. She would not like this one bit.
She must never find out. I recall, I guess, alarmed by the goose bumps of an break up. Explaining the crate were not for the strike of luck timed on it's arrival colliding with..she is my wife and yet this decision, which I am yet to make, haunts me, forcing almost a scheme, a double life upon me. For now I.. store the "delivery" on my office and manage to work on clock overtime on her's.. I suppose dying wish. Certainly I haven't stashed it away in secrecy, or hide it afar from curious eyes but... it's due to a third party privacy issues, of course, of course...
Mary cannot, never ever find out. The nature of this documents are incriminating to say the least. The tapes.. excluiding the video logs are of severe topic. As a writher I hold not the required training, or was my passion, no, my gender weakness set alouse by her moans, the begging eyes glued to the screen, a bending back engulped by the thrusts. The urge, several to be fair, repulse me so. I feel taken, possessed. She is all I think about as I take her into my arms at night, when at last I return to the nest, a lost soul pale or grey. My mind feels dizzy, I am but a distant harmful man, confused and rethinking the decisions, an upcoming 30's year crisis! Her words...I swear those are not mine, harmful, so...harmful.
She says my words do not match my eyes, the reactions, the desire that overtakes me is fueled by another, for sure! As surely as she know me I lie when I deny. Crying demands, an explanation, is, who, why is there another? How much longer can I possibly play his charade? The diary passages take hold of my sleep, shaping my dreams, filling what should just be hollow words.

to be continue

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

É hoje que faleço. 

Vi nascer novo dia
Sucesso
Triunfei na promessa de ver crescer a manhã
Já dá para descompensar
Não necessariamente descomprimir
Relaxar dá azo ao fracasso, asno
Cabrão, aí de ti mais uma
Não me venhas à bola, cabrão
Outra miserável performance? Sacana
Que nó da garganta, fura-se já a traqueia
Hás de mas pagar, hás de viver noite adentro
Tremes? Inventa mais de um milhar de fantasias
E cá me às de vir maçar novamente..
Hoje picas o ponto, ontem estava fraquinho
Amanhã HÁ MAIS..
Cumpre o teu dever, aplica-te no teu papel
Egoísta...morre sozinho
Mas morre por inteiro que se poupa papel
Bandido...nem tem estofe para ladrão
Até nisso te queimam...preguiçoso
Vicioso...querias elogias a vida inteira agora?
Senhor doutor do vai badamerda
Quer títulos depois de me queimar a casa?
Aí coitadinho, quer ajuda
Hoje a mão, além os olhos
Falso, menos que nódoa existencial
Feio...mais que abominável um escândalo social
'Como foi o teu dia?' mentira 'tava a ser sarcástico
Figura-mos... e dizes que lês muito...
Desculpa...não vale a pena!
Não tava a ouvir, pensei que conhecera
Deduzi claro.. implorei e chorei... dava actor.
Um interprete da consciência, nem te conheço já
Mudaste... não me recordo
Não te vi chegar... quando te fores não avises
Não digeriste, adeus, não te senti partir
Morre de fome, olha a perna
É, Ei, Wei, wei w.e.i
Ignora. Ignora. Ignorante ignorância.
É secreto, então.
Fúria. Amanhã a mesma pedagogia.
Já sabeis a rotina, falha. Fracasso
Incha porco! Mais um dado lançado.
Dás-me desgosto, antes tivesse sido tu o outro.
Eras feliz, projectas, bloqueias, mentes cão.
Descobre antes a designação de paródia.
Ri, vá...ri...ok?
'Tás triste hoje...fala.
Caeiro tinha razão, doe. Via mal até cegar.
'Tá a ficar escuro. Acordei que sonhava.
Não tinha odeio, desconhecia o milagre do vidro.
Esquecia a miséria que era, é, outra vida, esta.
Cansaço. Essenc-c-c-c-c-almente chato.
Inchou da cabeça, pesa-lhe.
Deve ser do sangue frio.
Perdi a cabeça. É do furo.
Respiro a merda que produzi
Esperava mais, fiz por menos.
Falha minha, desculpa
Nem te moveste, não prestei atenção
É do medo, do pânico, do nervo amaricado
Manias, a virtude das sinfonias
A dor do reflexo
Quase que te amo, odeio-te
Repulsivo ódio, não me queiras piedade
Falha minha, desculpa
E não desculpo
Perdoa-te, não me aborreças.
Que não te quis. E afinal acordei de sonhar querer-me a mim
Por inteiro, traiçoeiro pesadelo.
Todo tremeliques e meloso, queria-me só para mim.
E eu é outra coisa, única entre irmãos, fraternos e distantes
Camaradas de espada traçada, nunca me debatei em combate
Não me reconheço, é-me estranho relembrar História
Péssimo, sou péssimo com nomes.
Aliás acordei que vivera.
Eu já faleci e sonhara que continuara.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Tu que carregas a cruz ao peito
E em preceito
Por norma o seu próprio jeito
Glória na pálida indiferença
Que seja salientado
Império do "mais que perfeito"
O quão a morte te assenta doce flor
Alertem a impressa
Novas de pregar às quatro portas
De quem vem lá
E por sinal acompanhado

E quem quer saber?
Vítima da heregia
E filha de satanás
Há quem abomine paz
E jaz, obtive saliente tormenta
E que se ganhe paciência
Como se a virtude fosse menos que merecida
A tua etnia dá pela crença da ética
Moral existência que se me dispensa
Apresentações, canções e doravante
Já nem pensas, só sacodes pó e gritas
Tão pouco chique, muito embora atrativa
Medo, tanto medo da voz que abana
Faz vibrar, rawr ar ar

Outra mentira
Que se fez passar por sina
Gira etnocêntrica, empina
Há mais sentimento dentre quinas
E lá porque se droga e delira
Não se reduz à inexistência
Que se feche o pano
A guilhotina presencia e julga
Por igual modo as mangas caíram
Rawr ar ar, cansada de esperar
Gemer equivale a fraqueza
E a dor não partilha menos sadismos


domingo, 11 de novembro de 2012

Seu carácter fora traiçoeiro
Difundia tranquilidade
E quem sabe, sabedoria
Toda ela representava um modelo
Vivo, digno e rosa do exemplo
Do fazer por crer, em ser e nada de desdém
Recusava o sarcasmo e abraçava o passado
De mãos dadas com o destino tinha o seu quê de encanto
Aí cão sarnento que ganes à Cinderela
Deixe-mo-nos de conversa que se a dama é bela
Tanto pior, mais cruel será a perda daquela
Que teu coração tomou por existir
Perdi-me nos olhos dela e na suas firmes formas
Queria-me deixar derreter
Junto dela só o calor se fazia sentir
Um fraco palpitar de coração
Coisa sem explicação o medo
Há quem se sinta o mesmo mudando
Eu não fora desses e segui atrás
No carreiro do "deixar cair"

Vi-vos partir rindo na ânsia da aventura
Mundos por descobrir, obras por cumprir
Ruidoso decerto, inspirador...quase
Tão certo quanto me chamar Diogo
Aqui exclamo que nada disso é fixo
A instância da eternidade, sem confusões
Sem demoras que nos levem a contestações
Sem culpas a distribuir, com alegria e simpatia
Para com o fado que se fez parado.
Já alvejo a meta, atrevo-me a gastar as últimas forças?
Como que é a primeira volta?
As pernas já cedem e também assim o fogo cessa
Fraco, aí de mim fracasso, outro rótulo
Olham-me nos olhos e sabem-me todo
Cima abaixo e inclusive por dentro?
Tomara possuir tamanha confiança nesse poderio
De que se servem, a adivinhação
Seria contente por controlar e sereno por efetivamente saber
Nada de fingir, em concreto desfrutar das capacidades
Sejam elas quais forem
A que me ligam feito múmia

É na juventude que o encanto se perde
Dizem
É agora que se deve aproveitar a vida
Dizem
E não penso durar tanto se a história se prolonga
Não me colhe a atenção
Me prende servo das páginas seguintes
O único jogo que não pretendo acabar
Sem nada mais a provar
Que não a devoção a praticamente nada
De corpo pesado
Porque tudo o que possuo foi roubado
Clandestinamente desviado
Com intuito de agradar a quem sonha acordado
Meu sonho mesmo era volver à era do dormir deitado
Na campa descansado e sem rodeios de chateado
Lembrei, é falso, minhas cinzas esvoaçaram qual vendaval
Tudo o que se precedeu não passou de um conto mal encenado

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O mar que tudo desvendou
Quantos de nós mataste desde então?
De vontade num só trago nos devoraste
Inquietantes laços de sangue rasgados
Do desgosto à desgraça num perder da esperança
Só um louco vos prometeria vingança..

O mar tudo cerca
O cerco aperta
E sem pressa a nossa morte aproxima-se
Tão certa e depressa que espinhosa
Juramos prontamente que é desta!
Quando se adivinha trovoada a coragem se esquece
Do dever de contrariar o temor
Invadidos pelo terror
Uma fixa sensação de gélida dor
Bem sei que não retornarei
Que desde logo ao mar tudo coube
Este colosso inegável
Que demasiados chacinou
Indiferente à conquista
Semeando crueldade
Ignorando a revolta em redor
O derradeiro monstro
Que faltou domesticar
Enquanto teu escravo me assumo
Ei de te consumir, ó mar!
E em glória restaurar Portugal!

domingo, 14 de outubro de 2012

Rancor à palavra
Embriagado pela raiva
À beira da estrada
Acusa e soube falar à parca

Teclar um piano
Vagarosamente 
(escondendo incapacidade)
Inadaptado, cromo
De coleção, útil
(e de resto pouco mais)

Que não falte consistência
Infiltrada na seringa inserida
Que nesta vida só mesmo a empírica 
Saída de fingido
De quem papas a língua não toca
Pobre quer-se sem pão e a água
Aprender-lhe a anatomia
Apreender-lhe a autonomia
Embarcar na dura conquista
De outrem em busca de alguém
Uma confirmação que force união
Falece sozinho sem quem o queime
E das suas cinzas esvoaçar
Tão risório que se fragmenta no eco